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Pedro Matos Chaves vai participar no mais duro rali de clássicos com uma 4L

Ex-piloto de Fórmula 1 será acompanhado por Marco Barbosa na prova do Quénia. António Pinto dos Santos e Nuno Rodrigues da Silva formam a outra dupla lusa que vai competir no ‘East African Safari Classic Rally”.

Pedro Matos Chaves, ex-piloto de Fórmula 1, é um dos quatro portugueses que vai participar no mais longo rali de clássicos do mundo, ao serviço da “Team Renault 4L – 60th Anniversary”, que apresentou o projeto esta terça-feira.

 

No ano em que se celebram 60 anos do modelo 4L da Renault, quatro portugueses vão viajar até ao Quénia para fazer o mais longo rali de clássicos do mundo, o ‘East African Safari Classic Rally’, aos comandos das míticas carrinhas da marca francesa.

As duplas Pedro Matos Chaves/Marco Barbosa e António Pinto dos Santos/Nuno Rodrigues da Silva vão percorrer 5.000 quilómetros em nove dias, numa prova que marca o regresso do bicampeão nacional de ralis à competição.

“Eu estou parado da competição profissional há 17 anos, fiz um rali com a 4L há três anos, as Camélias, mas agora é uma história completamente diferente”, afirmou o ex-piloto oficial da Renault.

Matos Chaves espera dificuldades na prova “conhecida como das mais duras do mundo”, lembrando as limitações do carro em termos de “potência e preparação”.

Relativamente à fiabilidade do carro, Pedro Matos Chaves afirma ter confiança no modelo, pois “é um carro com um histórico muito positivo”. “É um carro simples de mecânica e que raramente avaria”, referiu, salientando que o segredo está em “meter na cabeça que devagar se vai ao longe”.

 

A ditar as notas vai estar Marco Barbosa, amigo de longa data de Matos Chaves que, apesar de não ter experiência de navegação, aceitou o desafio pela aventura.

“Eu não vou ser navegador, eu vou acompanhar o Pedro. Ao ritmo que nós vamos, não há necessidade de ter um navegador. Vou ter de dizer ao Pedro se vamos para esquerda ou se vamos para a direita, somos dois bons amigos a partilhar um carro durante 5.000 quilómetros por África”, contou.

 

A ideia de levar as carrinhas 4L até ao Quénia partiu de António Pinto dos Santos, ex-funcionário da Câmara Municipal de Arganil, que, depois de fazer mais de 400 mil quilómetros ao volante do carro de serviço, decidiu aventurar-se com um modelo similar pelos troços do Rali de Portugal.

 

Concluiu o primeiro rali em 1992, há precisamente 30 anos, e, desde aí, não abandonou a confiança no automóvel e desafiou três amigos para participar no rali africano. Apesar de o percurso ser conhecido apenas no local, Pinto dos Santos mostrou-se destemido.

“O meu maior receio é, por exemplo, atropelar um desses bicharocos, porque a estrada é aberta, o percurso é secreto, e em estrada aberta as coisas são um bocadinho diferentes. Esse é o maior receio”, afirmou, em tom de brincadeira, Pinto dos Santos, que vai ter a companhia de Nuno Rodrigues da Silva no banco do ‘pendura’.

Realizado pela primeira vez em 2003, o ‘East African Safari Classic Rally’ vai percorrer, na sua 10.ª edição, as regiões quenianas de Nakuru, Elgeyo Marakwet, Baringo, Laikipia, Kajiado, Taita Taveta e Kilifi.

Para a edição de 2022, com partida marcada para o dia 10 de fevereiro, estão inscritas 48 equipas, compostas por pilotos de 15 nacionalidades.

 

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